Esperar pelo aborto espontâneo ou fazer a curetagem?

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Em um momento to difícil é possível raciocinar e tomar a decisão certa? Existe decisão certa nesse caso? Hoje, 7 meses e meio depois de uma das despedidas mais difíceis da minha vida sinto que posso ajudar a acalentar outros orações dilacerados pela dor da perda gestacional.

Muito se fala das escolhas na hora do parto, da humanização do nascimento e respeito a mulher por outro lado, pouco se fala sobre perdas gestacionais, sobre as escolhas nesse momento e em como cuidar dessa mulher que precisou se despedir desse filho tão cedo. Essa não é a ordem natural das coisas, não era exatamente assim que você tinha sonhado que seria mas e agora? Meu filho não irá nascer, eu não tenho mais chances de trazê-lo ao mundo como tinha sonhado, então o que eu faço?

Fazer escolhas em um momento de dor é difícil mas necessário. É preciso ouvir o próprio corpo, mente e coração, entender que tudo aquilo também faz parte do processo de despedida, de aceitação e de superação dessa dor que é to intensa. É  preciso respeito a essa mulher, respeito as suas escolhas, ao seu momento de dor, é um filho que se vai, um vazio que fica e que vai muito além da dor física causada pelo processo natural do aborto espontâneo ou de uma curetagem. O importante é que haja empatia, respeito e compreensão nesse momento pra que a despedida seja leve. Depois de passar por isso, me tornei alguém melhor e acho sinceramente que quando caminhamos nessa estrada dolorida é quando passamos a entender que a vida não está em nossas mãos. RESPEITO, EMPATIA E MAIS AMOR. Essa dor é real.

No vídeo de hoje compartilhei as minhas experiências e escolhas nesse momento tão difícil e espero que possa acalentar muitos corações.

Um beijo,

Paloma Fernandes

Foto: Gravidezesaudedamulher.com

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